July 5, 2010 6

todo mundo quer ser ágil

By Eduardo Kruger in metodologia

Alguns dias atrás eu comentava com um colega de trabalho, sobre o meu sentimento de que o “agilismo” (ou seja lá qual for o termo) já se tornou a moda da vez. Os “xipezeiros”, “scrunzeiros” e agilistas de plantão estufam o peito pra falar dos seus “sprints”… que utilizam quadros brancos… que tem post-its colados por toda empresa… que UML  não serve pra náda… e que ser ágil é sentar e sair programando.
Tenho o sentimento que muitas pessoas e consequentemente empresas, se juntam a manáda e começam a utilizar alguma metodologia, porque alguém disse que é bom, ou porque o blog do momento falou que é “cool” ser ágil.

Qual a empresa de tecnologia hoje, ser arriscaria a dizer para seu cliente que não é “Ágil” ?
Todo mundo tenta desesperadamente ser ágil.
Até a IBM, quer ser ágil.

Tenho a impressão que essa busca incansável, é motivada principalmente por 2 coisas:

- a primeira é que já sofremos muito durante os últimos anos  tentando fazer software
Quem já trabalhou numa fábrica de software, numa consultoria de 3 letrinhas, já encarou caso de uso de mais de 100 páginas, ou quis modelar um ERP inteiro em UML antes de começar a programar, sabe bem do que estou falando. Para quem já está na labuta a pelo menos uns 10 anos e passou por tudo isso já aprendeu que algumas coisas nem sempre funcionam. E vêem o agile como a melhor opção disponível para desenvolver software atualmente.

- a segunda é a falsa idéia de que as metodologias ágeis pregam… não utilizar metodologia alguma..!!!
Isso é fato quando se vê muita gente em fóruns e afins, falando que na suas empresas não tem análise, não tem documentação ou burocracia alguma...que após uma reunião, todos os programadores se debruçam-se sobre seus teclados e se põe a codificar até que algo seja “entregável” para o cliente.
Bem, IMHO isso me parece muito mais um XGH…. ou um “Just Do-it Programming” disfarçado de scrum.
Acho que muita gente que está entrando no mercado de trabalho recentemente (a uns 3 ou 4 anos), diz que utiliza XP, Scrum, Lean ou qualquer metodolgia ágil porque tem a ilusão de que é fácil de implementar.

Se não tem documentação… não tem formalidade alguma….se é só fazer uma reunião de 15 min durante a manhã e programar durante o resto do dia… eu também posso ser ágil… vamos implementar isso aqui na nossa empresa !!!

Essa é uma das maiores falácias do desenvolvimento de software. Por experiência própria, eu posso dizer que aplicar uma metodologia como Scrum ou XP na prática numa empresa e obter resultados positivos é um trabalho árduo. É difícil e vai requerer uma paciência que você achava que não tinha. Ao contrário do que muitos pensam, aplicar algumas práticas do XP, como o TDD por exemplo, vai exigir muito mais disciplina de uma equipe, do que se ela estivesse trabalhando numa fábrica de software com CMM5.

Com tudo isso, surgiram inúmeros cursos Scrum e XP por aí… apareceram centanas de especialistas em agile, que prometem demonstrar um conjunto de práticas para tornar qualquer empresa ágil…acabando com seus problemas de escopo, prazo e relacionamento com o cliente.

A verdade é que não existe uma fórmula, ou receita de bolo pra isso. A bala de prata não existe. Cada empresa tem uma caracterísitca….cada projeto tem um contexto… que faz com que seja necessário escolher as melhores práticas em cada situação.

A melhor idéia de agile que tenho até o momento, foram as palavras de Philippe Kruchten no seu keynote no final semana passado, no agile brazil 2010:

Software development is not a Natural Science like Physics or any other. In Agile Software Develpment, we have different methods (aka: scrum, xp, lean) for diferente issues. We have to ask ourselves which practices or methods will fit better in our project context”

“Why we’re using XP ? What practices will fit better in these project ? … and why we’re doing this any way?”

Você consegue imaginar a utilização de XP no desenvolvimento do software que contola um caça F-35 ?

Xispezeiro: “Sem problemas,  nessas duas primeiras semanas vamos entregar a parte que faz ligar o motor e você já pode decolar com o avião”
Piloto: “E o controlador de vôo ?”
Xispezeiro: “O que ? O controlador de vôo ? Mas você vai precisar disso mesmo ? O mais importante agora é decolar… depois conversamos sobre o controlador de vôo…”

Não conheço náda de aeronáutica, mas é bem provável que um projeto de desse tipo seja obrigado a ter uma fase muito detalhada de design e documentação, porque um erro de projeto, pode gerar um prejuízo estratosférico.
E gerar muita documentação nesse caso está errado? Você faria uma reunião de 4 horinhas pra modelar uma funcionalidade num F-35 ?
Claro que esse é um exemplo extremo, mas existem muitas organizações e ramos de negócio que precisam de mais formalidade e provavelmente teriam muitas dificuldades implementando métodos ágeis.
Por isso que contexto, é fundamental.

Com toda essa confusão de post-its e sprints do falso agile, os verdadeiros valores do manifesto ágil acabam ficando em segundo plano para maioria das pessoas. Acabamos desconsiderando o mais importante: o contexto no qual estamos tentando implementar agilidade.

Por que estamos utlizando essa metodologia ? Qual o problema que estamos tentando resolver ? Essas práticas se encaixam no contexto desse projeto ?

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June 22, 2010 0

Agile in POA

By Eduardo Kruger in diversos

Amanhã aterrisando na capital gaúcha para o Agile Brazil 2010.

Já na quinta-feira pela manhã, o homem faz o keynote para abertura das palestras.

Nos vemos por lá.

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March 30, 2010 0

Agile Brazil 2010 em POA

By Eduardo Kruger in diversos

Vem aí o Agile Brazil 2010,  que vai acontecer entre os dias 22 e 25 de junho no campus central da PUCRS na capital gaúchaA programação ainda está por ser definida, mas alguns nomes de peso já confirmaram   presença.

Além disso, em paralelo com Agile Brazil 2010 ocorrerá o Workshop Brasileiro de Métodos Ágeis (WBMA), o qual aceita submissões de artigos até 05 de abril.

Mais uma oportunidade para aprender com as melhores cabeças em desenvolvimento de software do brasil e do mundo.

          

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